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EDITORIAL: Políticos municipais, 'feridos de morte'

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FONTE

Depois de muitas tentativas frustradas, o grupo político que tinha sede de poder se fartou em Araputanga. O murmúrio é geral e, parte do mesmo povo que o aclamou agora grita fora! faz banner, postagens nas redes sociais e põe faixas nas ruas exigindo investigação.

Enquanto falta tudo, inclusive água nas torneiras, a insatisfação transborda e arrasta cidadãos araputanguense para as fileiras do exército de descontentes. O resultado já é visto nas ruas, na internet e, se materializa através da presença maciça do povo, na Câmara Municipal, a Casa do Povo.

Em tal contingente, nunca se viu na história política de Araputanga, número tão grande de homens e mulheres, famílias inteiras pronunciando a temida frase global “Cade o Dinheiro?” e, ao mesmo tempo “obrigando” aos vereadores a mudar de lado e, assinar um pedido de CPI, para apurar as supostas irregularidade.

QUEM RESPONDE?

CPI? E o que os vereadores fizeram antes? Por que não investigaram? Seriam coniventes, também culpados por fechar os olhos para a conjuntura financeira em que o município está?

CONCLUSÃO

O povo acordou, se levantou, está na Câmara Municipal e nas ruas. A mobilização apresenta sinais que as cobranças populares e, portanto, a pressão vai aumentar sobre os vereadores. Além do constrangimento restam consequências de parte à parte: para o povo, a chateação de ter de ouvir nas cidades vizinhas “sua cidade está uma bagunça”; para os políticos além da afirmação anterior, a certeza da sentença, o caos político os deixa feridos de morte; no conjunto, políticos e população estão no mesmo barco, desgovernado. Enfim todos perdemos.

Talvez a afirmação o voto não tem preço, tem consequências é a certeza que nos resta para a próxima eleição.